13 de março de 2010

Bicicletada Natal-RN

Ciclista deverá indenizar motorista por danos

Apesar de desconhecidas por grande parte dos ciclistas, o CTB rege algumas regras quando se está pedalando.



Ciclista deverá indenizar motorista por danos provocados em choque com automóvel.

Extraído de: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul - 10 de Março de 2010

Ciclista que se chocou com carro deverá ressarcir os danos do automóvel. Para os Juízes da 1ª Turma Recursal Cível do RS, o ciclista deu causa ao acidente por estar andando na contramão.

Segundo o motorista do carro, autor da ação, o choque com o ciclista ocorreu ao entrar na rua Germânia, em Canoas. Narrou que o réu vinha do viaduto pela contramão e entrou na Germânia, sem observar o trânsito, causando a batida.

Já o ciclista argumentou que o autor invadiu a preferencial, sendo responsável, portanto, pelo acidente. Também ajuizou ação por danos materiais de sua bicicleta.

O Juizado Especial Cível de Canoas condenou o ciclista a ressarcir as despesas do condutor, no valor de R$ 840,00. O réu recorreu da sentença.

Na avaliação do relator, Juiz Leandro Raul Klippel, a decisão deve ser mantida por seus próprios fundamentos. O magistrado do JEC enfatizou que apesar do Código Brasileiro de Trânsito (CTB)determinar que os ciclistas têm preferência no tráfego, eles devem respeitar as regras de trânsito.

Observou que o réu não agiu dessa forma, pois andava na contramão, fato confirmado por ele mesmo e por testemunhas. Dessa forma, concluiu que o ciclista causou o acidente, devendo, portanto, indenizar o autor pelos danos no automóvel.

A decisão é do dia 23/2. Acompanharam o voto do relator os Juízes Afif Simões Neto e Luiz Francisco Franco.
Recurso Inominado nº 71002162345
Autor: Mariane Souza de Quadros

de Bicicletada Natal (bicicletadanatal@hotmail.com) em 13 de março de 2010, 02:32

Próximas reuniões.

REUNIÃO 1:
Na próxima terça-feira (16/03), às 17h, será realizada reunião com o Secretário da SEMOB, oportunidade na qual será discutida a proposta de implantação de ciclofaixa em Natal, elaborada pela Federação de Ciclismo e Grupo Ciclistas em Movimento. Em breve será divulgado o endereço do local da reunião.

REUNIÃO 2:
Na próxima quarta-feira (17/03), às 19h, será realizada reunião para discutirmos os preparativos para o futuro Congresso Brasileiro da Bicicleta, previsto para o final deste ano, em Natal - RN. A reunião realizar-se-á no auditoria do Tribunal de Contas da União, situado na Av. Rui Barbosa nº 909, bairro Morro Branco, atrás do IFERN e ao lado do TRE/RN.

Convidamos todos os interessados a participar.
Marco Aurélio Marques de Queiroz.
Coordenador do Grupo Ciclistas em Movimento.

de Bicicletada Natal (bicicletadanatal@hotmail.com) em 13 de março de 2010, 01:52

Bicicletada Curitiba

Joop_Moesman_(1941)_Het_Gerucht

Joop Moesman (1941) This painting reached the third place in the election for the most beautiful Dutch nude painting on July 3 2009. Election by Rijksmuseum: www.oogvoornaakt.nl

Encontrado no Sydney Body Art.

Dedicado @s pedalantes pelad@s ou não [1] e [2].


de bicicletadacuritiba2 em 13 de março de 2010, 12:47

Transporte Ativo

Combustíveis e ladrões de bicicleta

O vídeo acima não é novo e mostra apenas quão prazeroso é ganhar uma inútil corrida do iogurte contra a gasolina. Feito pelos irmãos Neistat, os mesmos que demostraram quão fácil é roubar sua própria bicicleta com as mais variadas ferramentas. Relacionados: - Tranque sua bicicleta - Bicicletas para todos - Peça seu bicicletário - Transporte ao Trabalho e ao [...]

de João Lacerda em 13 de março de 2010, 02:19

Bicicletada Natal-RN

Confirmado - 21 de março - Pedal Livre na Av.Itapetinga - ZN

Amigos,
Dia 21de Março, domingo, às 7:30 da manhã, Posto de Combústivel em frente a URBANA(depois do viaduto da Bernardo Vieira). Iremos formar um grupo com destino a Av. Itapetinga.
Vamos marcar presença e mostrar ao poder público que existe, SIM(!), uma "cultura da bicicleta" aqui em nossa Cidade.
ONDE: Posto de Combústivel em frente a URBANA(depois do viaduto da B.Vieira).
QUANDO: Domingo, dia 21, às 7:30 da manhã - saída 8:00.
QUANTO: Acesso totalmente livre!
DESTINO: Av. Itapetinga, Zona Norte.
É desejavel levar os equipamentos de segurança, água e proteção contra os raios solares.
De acordo com a SEMOB haverá uma estrutura com stands de hidratação e entrega gratuita água e dos KITS( Camisa, boné, garrafinha e bolsa).
Sua presença é importante!

Atenção é necessário o pré-cadastro através do email: bicicletadanatal@hotmail.com, favor enviar NOME COMPLETO, EMAIL E FONE. tal cadastro é necessário para enviarmos para a SEMOB o mais breve possível. Não terá stand de cadastro conforme dito anteriormente, e sim, a BICICLETADA NATAL, FNC, CICLISTAS EM MOVIMENTO E ONG BAOBÁ, serão os responsáveis pelo pré cadastro para envio a SEMOB.

Caso obtenhamos mais informações, nós postaremos aqui.
Conforme matéria do portal nominuto.com, foi adiado o ínicio do projeto pedal livre.

de Bicicletada Natal (bicicletadanatal@hotmail.com) em 13 de março de 2010, 12:40

12 de março de 2010

Transporte Ativo

Esporte e o futuro das cidades

Roterdã é uma grande metrópole européia, com mais de 6,7 milhões de habitantes na sua região metropolitana, ainda assim, o centro da cidade tem ao redor de 500 mil habitantes desde 1925. Foi cidade que se reinventou e superou diversidades ambientais e a guerra que colocou tudo abaixo em 1940. No entanto o passado pertence aos [...]

de João Lacerda em 12 de março de 2010, 02:26

11 de março de 2010

Apocalipse Motorizado

Os bordos da pista

A bicicleta é um veículo previsto em lei e seu condutor tem o direito de circular pelas ruas com tranqüilidade e segurança.

O Código de Trânsito Brasileiro, em seu artigo 58, prevê que a circulação de bicicletas, “quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes” deve acontecer “nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação (…) com preferência sobre os veículos automotores”.

Em última instância, de acordo com a lei, a cidade de São Paulo tem cerca de 18 mil quilômetros de faixas prefernciais para bicicletas.

No mundo real, a primeira tarefa do ciclista é encontrar um bordo da pista. Nas ruas paulistanas, “bordo de pista” geralmente significa uma fila interminável de carros estacionados ou uma porção de buracos perigosos.

Passar muito perto de carros estacionados é perigoso: motoristas só enxergam semáforos, placas, o carro da frente e o motoboy que pode lhes arrancar o espelho caso não usem a seta. Eles não estão acostumados com bicicletas no trânsito e costumam abrir as portas de seus carros sem olhar para trás.

Nas poucas vias que não têm carros estacionados, o bordo da pista também é ameaçador.  Feitas e mantidas para os motorizados, as ruas de São Paulo são muito piores exatamente no espaço reservado aos ciclistas.

Buracos, lixo, pedras e grades de bueiro colocadas estrategicamente no mesmo sentido das rodas das bicicletas são obstáculos freqüentes.

O asfalto eleitoral usado nos recapeamentos quadrienais tende a apresentar buracos, rachaduras e ondulçaões geralmente nas emendas com o meio-fio, causados pelo fluxo de ônibus ou apenas pela baixa qualidade do material usado.

Usar concreto no lugar do asfalto em faixa de ônibus é luxo e não dá lucro à máquina público-privada de infra-estrutura viária. Apesar de mais caro que o asfalto, o concreto é resistente e durável, portanto tem baixo custo de manutenção e não é recomendável para manter os polpudos contratos das empreiteiras que sustentam campanhas eleitorais.

Além dos obstáculos “naturais”, o ciclista que pedala pelos 18 mil km de ruas ainda tem que enfrentar armadilhas pró-fluxo desenhadas especialmente pelos mais criativos carrocratas do mundo.

Na foto acima, uma dessas idéias geniais para manter a roda da fortuna em movimento: a substituição das antigas valetas em U por modelos mais “planos”. O objetivo é o de sempre: ampliar a capacidade de fluxo e o potencial de engarrafamento de uma determinada, fazendo com que a ligação entre os dois lados do congestionamento seja mais rápida.

Geralmente uma parte deste “novo fluxo” trazido pela criativa valeta fica parada em cima das faixas de pedestre.

Multa ou motivo de bronca? Nunca. O mantra é: “nunca feche o cruzamento”.

As ruas não vêm com manual de instrução. Descobrir hábitos e comportamentos para pedalar com segurança é um aprendizado para quem decide enfrentar os “rios hostis” que cortam boa parte das grandes cidades brasileiras.

Quem já embarcou no deslocamento sobre duas rodas e um selim sabe que o aprendizado é rápido e que o trânsito parece muito mais perigoso para quem está do lado de dentro das bolhas.

Entre as características que ajudam a segurança do ciclista estão o tempo de reação e a visão panorâmica do espaço. O ciclista enxerga melhor o movimento de quem está ao seu redor e tem mais tempo de reagir do que motociclistas ou motoristas.

Tornar-se visível nas ruas é tarefa fundamental, ainda mais em uma sociedade que valoriza carros altos e os lastimáveis vidros escuros como sinal de “superioridade” e “segurança” – talvez estas duas palavras pudessem ser traduzidas como “boçalidade” e “violência”.

foto: joão lacerda / transporte ativo

Ocupar o espaço das ruas é tarefa imperativa para a própria segurança do ciclista. E isso não é algo que precisa ser feito de forma violenta nem inconsequente, principalmente para quem acredita que o simples ato de pedalar transforma o espaço em que vive

Enquanto o motorista paulistano não aprender que a bicicleta faz parte da via e que é muito fácil manter distância segura ao ultrapassar o ciclista (como na foto acima), pedalar no trânsito ainda será uma tarefa que requer alguma atenção. O ciclista não deve pedalar espremido no canto da pista, já que qualqer pequena variação de rumo do carro ao seu lado pode terminar em incidente.

Manter uma distância razoável do canto da pista (ocupando 1/3 ou às vezes metade da faixa) é muito mais seguro do que pedalar “colado” na guia. Não apenas para se tornar mais visível aos motoristas, como também para poder desviar com segurança dos inúmeros obstáculos existentes nos bordos da pista.

arte: blu / foto: porpora60

Na São Paulo dos 15km/h de velocidade motorizada, ocupar a faixa inteira para garantir a própria vida muitas vezes já não soa como uma afronta ao engarrafado e impaciente motorista. Mas cabe ao ciclista julgar, a cada instante, quais são as condições e locais mais favoráveis para o seu deslocamento.

Evitar caminhos com excesso de motores é um bom segredo. Infelizmente, quase todas as ruas de São Paulo estão tomadas por automóveis, motos, caminhões e ônibus e muitas vezes não é fácil encontrar uma rota agradável e livre de ameaças em movimento.

Conquistar o espaço nas ruas a cada pedalada, evitar o conflito que só gera conflito e curtir a fila de carros com uma pessoa dentro parados no congestionamento é possível e muito mais agradável que parece.

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de luddista em 11 de março de 2010, 05:49

Transporte Ativo

Alta potência sonora

Ao juntar a independência da bicicleta com a potência de auto falantes, jovens em Nova Iorque criaram mais uma das inúmeras “tribos” ciclísticas. Em breve irão se tornar um documentário. Não é idéia nova, mas certamente somente em bicicleta certas características humanas tem espaço para florescer. Bicicletas com potência sonora são diversão garantida para alguns, enquanto [...]

de João Lacerda em 11 de março de 2010, 02:10

Bicicletada Curitiba

goura

Na Gazeta do Povo -

Ciclistas cobram políticas públicas que garantam mobilidade em Curitiba

Prefeito se comprometeu a receber o grupo. Para ciclistas, deve haver um incentivo direto para que as bicicletas sejam adotadas como transporte alternativo

10/03/2010 | 19:35 | Felippe Aníbal

O prefeito Beto Richa (PSDB) foi abordado, na manhã desta quarta-feira (10), por um grupo de ciclistas que cobram ações práticas da Prefeitura no sentido de garantir a ciclomobilidade no município. Os manifestantes conversaram com o prefeito, quando ele chegava à Conferência Internacional das Cidades Inovadoras (CICI2010), promovida com o objetivo de apresentar alternativas para a implantação de realidades urbanas sustentáveis.

“Consideramos um sarcasmo e uma demagogia o fato de Curitiba sediar um evento como este e ao mesmo tempo não haver avanços práticos na questão de mobilidade por bicicletas. Não há sequer um incentivo”, disse Goura Nataraj, que participou do protesto.

Apesar do número restrito de manifestantes (cerca de 15), Richa se comprometeu a receber o grupo ainda em março, antes de ele se desligar do cargo. Os ciclistas reivindicam que o uso das bicicletas como transporte alternativo entre definitivamente na pauta de discussões do poder público. Para os manifestantes, a Prefeitura precisa definir uma política que incentive e permita o uso de bicicletas no cotidiano das pessoas. As iniciativas incluiriam educação e adequações na infraestrutura, como instalação de paraciclos (estrutura onde se pode prender as bicicletas) nos pontos de maior movimento, sinalização específica para ciclistas nas ruas, além da recuperação e ampliação da malha cicloviária.

“Em uma cidade com tantos carros e com transporte coletivo tão caro é uma incoerência não usarmos as bicicletas como alternativa, até porque já existem condições favoráveis para isso”, disse Nataraj.

Apesar da reunião agendada com o prefeito, os ciclistas não acreditam que haja grandes avanços a curto prazo. Segundo eles, em Curitiba ocorre a chamada “lavagem verde”, em que se incorpora um discurso ambientalista, ao mesmo tempo em que iniciativas práticas não são adotadas. Como exemplo, os ciclistas mencionam o veto a R$ 4 milhões que seriam destinados pelo Orçamento a ampliação e melhorias nas ciclovias. “Há muita politicagem, muito discurso e pouca prática”, avaliou Nataraj.

A maioria dos participantes da manifestação integra as chamadas Bicicletadas, movimento que acontece no último sábado de cada mês, quando os ciclistas saem pelas ruas chamando a atenção da população para o uso de bicicletas como alternativa ao transporte.

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de goura em 11 de março de 2010, 01:46

10 de março de 2010

Bicicletada Natal-RN

Calcule quanto custa manter o carro e veja se compensa ter o automóvel

Consultor financeiro alerta para o custo do veículo, mesmo que parado.
Conciliar transporte coletivo e táxi pode ser mais vantajoso.


Em casos de pouco uso ou dois carros, vale a pensar no transporte público para economizar

Na hora de comprar um veículo os proprietários não costumam colocar na ponta do lápis os gastos mensais e anuais com o carro. Mais difícil ainda é comparar os valores para saber se realmente vale a pena ter um automóvel ao invés de optar pelo uso do transporte público e táxi. Mesmo parado, o veículo tem um custo elevado. “Em alguns casos, somente o gasto com seguro e IPVA superam o valor pago com viagens de ônibus, metrô e algumas de táxi durante o ano”, afirma o consultor financeiro Alexandre Lignos, da IGF Gerenciamento Financeiro.

Nos casos de carros já quitados, além dos impostos que incluem ainda taxa de licenciamento e o Seguro Obrigatório (DPVAT), há os gastos com combustível, estacionamento e manutenção preventiva. Sem contar os custos imprevisíveis, como multas, problemas mecânicos e colisões. “Os proprietários esquecem que também perdem dinheiro com a depreciação anual do veículo e deixam da ganhar cerca de 9% do valor do automóvel, que é a média anual de rendimento de um investimento conservador”, afirma Lignos.


Em uma simulação feita por Lignos para o G1, um carro de entrada zero quilômetro tem um gasto de cerca de R$ 10 mil por ano, mesmo parado. Rodando, o custo sobe para uma média de R$ 12 mil. E quanto maior o valor do veículo, maior a perda. Para automóveis na faixa de R$ 60 mil, o gasto médio é de R$ 26 mil, em circulação, e de R$ 23, sem contabilizar os custos com estacionamento e combustível. 

Veja na integra no site G1.







de Bicicletada Natal (bicicletadanatal@hotmail.com) em 10 de março de 2010, 09:59

Transporte Ativo

Operação Limpa Brasília

A Media Player is required. O trânsito é um sistema complexo, que não se resume a conceitos bidimensionais simples como tempo de deslocamento, fluxo de veículos (quantidade/tempo) e espaço para vagas. É preciso considerar questões subjetivas como atratividade, conforto, beleza, principalmente quando se fala em calçadas e espaço para pedestres. Andar a pé vai muito além do [...]

de Denir em 10 de março de 2010, 02:05

Bicicletada Curitiba

goura

Amanhã terá início o encontro Cidades Inovadoras na FIEP, com uma programação muito interessante e palestrantes certamente muito gabaritados. Alguns temas que serão abordados – cidades como organismos vivos, sustentabilidade, etc – são colocações pertinentes e que há muito tempo vem sendo levantados e questionados pelos ciclistas de Curitiba.

Alguma coisa, no entanto, não parece se adequar muito bem.
Até onde vai o compromisso efetivo com mudanças – socias, ambientais, culturais e econômicas – e onde exatamente começa o ‘green washing’, a lavagem verde que não é nada mais do que um discurso do mercado e do capital para justificar a continuação de toda degradação e destruição da natureza?

Até onde vai a retórica e o mito da capital ecológica, e onde entra a verdade sobre o aterro da cachimba, as ruas entupidas de automóveis, a falta absoluta de uma política de estímulo ao uso da bicicleta como meio de transporte?

Até onde vai o discurso ‘green’ da capital sustentável e onde começam as ações efetivas, despretensiosas e autênticas de transformação de hábitos e atitudes?

Amanhã, dia 10, às 8hs, em frente a FIEP os ‘descontentes’ estarão lá, para que a voz da uniformidade do pensamento não seja ouvida como consenso.

Curitiba, sustainable green washing!
Curitiba, NOT bike-friendly
Cities for People, not for Cars


de goura em 10 de março de 2010, 12:49

09 de março de 2010

Apocalipse Motorizado

Fantasia e realidade

máquina pública sustentando a fantasia privada…

… máquina privada destruindo (e destruída pel)a realidade pública.

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de luddista em 09 de março de 2010, 09:28

Bicicletada Curitiba

bicicletadacuritiba2

Nesta quarta será abertura da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras e a Bicicletada Curitiba selecionou entre os seus artigos, algumas das principais inovações apresentadas pela prefeitura de Curitiba nos últimos anos, além de algumas fotos da famosa rede de ciclovias que está abandonada há décadas.

2010

Fevereiro – Licitações dos ônibus não traz inovações

Janeiro – Novo binário custará R$ 10,2 milhões. Binários são sistemas de trânsito formados por ruas paralelas, de mão única, em sentidos opostos com o intuito de aumentar o tráfego de automóveis. Numa outra matéria, apesar do título falar sobre prioridade do ônibus, o que chama atenção é a citação da construção de mais 8 binários.

2009

Julho - Novo binário altera trânsito no Bacacheri

Junho – Sobre a política de bicicletas

Abril – O centro faz mal aos ouvidos

Março – Isso é ciclovia? Meses antes da (re)eleição foi anunciado que Curitiba havia duplicado os quilômetros de ciclovias. Essas são as “ciclovias”.

2008

Dezembro – Prefeitura de Curitiba multa cicloativistas pela pintura da primeira e única Ciclofaixa da cidade – parte I e parte II (english version)

Outubro – Mês da Bicicleta – parte I e parte II (english version). Iniciativa civil, governo omisso.

Agosto – Estação Penúria

Janeiro – Qualidade do ar

2007

Outubro – Reforma da Marechal Floriano prevê implantação de ciclofaixa (não foi executada até hoje)

Julho – Frota de Curitiba chega a 1 milhão de carros (e continua até hoje a maior do Brasil)

2003

Novembro – Custo de acidente em Curitiba


Tagged: bicicleta, greenwashing, problema, promessa, urbanismo

de bicicletadacuritiba2 em 09 de março de 2010, 01:30

08 de março de 2010

Bicicletada Curitiba

Ambiente Por Inteiro

Recebo essa coluna por email. Dessa vez (26/Fev) Efraim Rodrigues aborda o interessante tema do impacto ambiental dessa nova tendência de fuga dos centros urbanos  atrás do “paraíso” e o consequente uso intenso do carro para os deslocamentos.

Flávio Krüger

O corretor de imóveis vende a imagem que você passará a ser ecológico se viver fora da cidade. Vai acordar com os passarinhos, terá árvores em seu jardim. Aliás, carneiros e cabras pastarão solenes nele.

Mesmo que tudo aconteça assim, seu impacto ambiental será muito maior em um terreno grande do que em um apartamento na cidade.

Pense grande, pense no número 6.805.000.000. Esta é a quantidade de pessoas no mundo hoje. Pegue a área de seu paraíso ecológico, 500 m2 ou 1000 m2, multiplique por este número e veja o que seria do mundo se todos dispusessem desta área. Mas a coisa não para aí. O “paraíso ecológico” exige usar o carro para tudo. Acabou o fósforo ! carro. Estou sem sal ! carro. Escola, aula de balé, cinema a noite. Carro, carro e carro.

O prejuízo não é só ambiental. É também psicológico. Ao vestir esta neo-armadura de metal, vidro e plástico nos tornamos estrangeiros em nosso próprio mundo. Não conhecemos o vizinho porque nunca passamos andando na porta da casa dele, quando ele também estaria saindo a pé.

Há urbanistas estudando isto. O arquiteto Peter Calthorpe criou o conceito de “andabilidade” a partir da sua experiência em uma casa-barco em Sausalito, Califórnia (Calthorpe é também especialista em causar inveja em pobres mortais como eu).

Os leitores assíduos desta coluna irão lembrar-se do Shopping Center no meio do nada que virou um centro comercial para onde vão milhares de carros de manhã e saem todos a noite. Ninguém vive lá. Tyson’s Corner tem andabilidade zero. É o lugar que só existe por causa do carro. Tyson’s Corner tem mais lugares para carros que empregos.

Há alguns anos, mencionei este problema e recebi um telefonema de um importante jornalista que mora em uma chácara, cria porcos e faz até a própria lingüiça. É muito bom consumir produtos locais, que viajaram menos e com isto consumiram menos recursos. É igualmente bom dar os restos de comida para animais. No entanto, se formos todos morar em chácaras, precisaríamos de um outro país para elas.

E vivendo em cidades, como fazem hoje 70% dos brasileiros, precisaremos de cidades melhores. A agricultura deve entrar cidade adentro, produzindo aquilo que estraga rápido e é mais caro, hortaliças principalmente. Estas hortaliças estariam muito bem se fossem nutridas com restos de alimentos compostados e humificados, fechando um ciclo de matéria e melhorando as cidades.

Voce não precisa mudar-se para reduzir sua pegada ecológica. Ao contrário, há muito a fazer dentro de nossas próprias cidades.

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Efraim Rodrigues, Ph.D. (efraim@efraim.com.br) é Doutor pela Universidade de Harvard, Professor Associado de Recursos Naturais da Universidade Estadual de Londrina, consultor do programa FODEPAL da FAO-ONU, autor dos livros Biologia da Conservação e Histórias Impublicáveis sobre trabalhos acadêmicos e seus autores. Nos fins de semana ajuda escolas do Vale do Paraíba-SP, Brasília-DF, Curitiba e Londrina-PR a transformar lixo de cozinha em adubo orgânico e a coletar água da chuva.

Veja colunas anteriores em http://www.efraim.com.br/Blog/Blogger.aspx


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de bicicletadacuritiba2 em 08 de março de 2010, 03:25