
domingo faremos o primeiro pré-fix-olímpico - 14h, na praça do Ciclista ( Av. Paulista com Rua da Consolação).
+ info clique aqui
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Galera,
A Assembléia de Julho da Bicicletada acontecerá este domingo, dia 5, às 15h, em frente ao Parque das Dunas.
Não é para entrar no Parque, a gente se concentra na frente mesmo e a grana que a gente economiza sem entrar, a gente direciona pro movimento.
Vai se decidir o percurso de Julho, se discutir como foi Junho, o que pode melhorar, o que foi bom e precisa ser aperfeiçoado e todas as idéias que rolarem!
Apareçam, venham de Bicicleta, e construam esse momento fundamental para a Bicicletada, a Assembléia.
Bicicletada Natal
de Bicicletada Natal (bicicletadanatal@hotmail.com) em 03 de julho de 2009, 07:30
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Há cerca de um mês, durante um curso para motoristas de ônibus em São Paulo, o Secretário de Transportes da cidade, Alexandre de Moraes, assumiu o compromisso público de levar para sua Secretaria o Grupo Executivo Pró-Ciclista, que até então atuava dentro da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA).
Foi publicado ontem, no Diário Oficial do município, um decreto oficializando essa passagem. Agora o que se espera é que a Prefeitura de São Paulo trate a bicicleta cada vez mais como o meio de transporte que é, não apenas como lazer e esporte.
Essa tendência vinha surgindo há alguns poucos anos, com a atuação da SVMA e de seu secretário, Eduardo Jorge, embora timidamente devido às limitações que a Secretaria possui - não havia como licitar obras, por exemplo, dependendo para isso de outros órgãos do governo, como Metrô e subprefeituras.
Espero sinceramente que abram espaço para a participação popular e que essa mudança traga novidades positivas para todos nós.
Publicarei mais sobre o assunto assim que as informações forem chegando.
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GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei,
CONSIDERANDO que, nos termos da Lei nº 14.266, de 6 de fevereiro de 2007, o transporte por bicicletas deve ser abordado como meio de transporte para as atividades do cotidiano e, nesse sentido, considerado modal efetivo na mobilidade da população,
D E C R E T A:
Art. 1º. Fica atribuída à Secretaria Municipal de Transportes a gestão e a coordenação do Grupo Executivo da Prefeitura do Município de São Paulo para Melhoramentos Cicloviários - Pró-Ciclista, criado pela Portaria nº 1.918 - PREF, de 18 de maio de 2006.
Parágrafo único. O Secretário Municipal de Transportes será o coordenador do Pró-Ciclista, a quem incumbirá adotar medidas destinadas ao pleno funcionamento do colegiado.
Art. 2º. Este decreto entrará em vigor da data de sua publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 2 de julho de 2009, 456º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
MÁGINO ALVES BARBOSA FILHO, Secretário Municipal de Transportes - Substituto
Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 2 de julho de 2009.
CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal

arte: Bike Blog SJC
Neste sábado (04), os cidadãos de São José dos Campos protestam contra mais uma obra municipal que está em desacordo com a legislação e o bom senso. Mais uma via para carros inaugurada sem ciclovia, com promessas de que “em breve a gente faz a ciclovia”.
Será às 10h da manhã, no Pq. Santos Dumont. Mais informações no Bike Blog SJC.
Compartilhefoto: ecologia urbana
A quinta edição do BotEco Urbana concentra forças para discutir o futuro do Tietê e da cidade. Neste sábado, a partir das 17h. Informações completas no Blog de Ecologia Urbana.
CompartilheCiclista entra no elevador da empresa com a capa de chuva pingando, segurando o capacete. Entram mais duas pessoas. Em seguida uma mulher de classe média alta, trinta e poucos anos, com a chapinha em dia, entra e se espanta:
- Nossa, que coragem pra vir de bicicleta, hein?
- Coragem tem que ter pra vir de carro, brinca o ciclista.
- Ah, pra mim não funciona. Imagina, eu vindo de bicicleta?
- É só ver a vida com outros olhos…
Alguns segundos de silêncio. As pessoas se entreolham, pesquisando reações.
- Você vem de onde? - ela pergunta.
- Praça da Árvore. Dá uns 10 km.
- É, não é tão perto…
Mais alguns segundos de silêncio, a porta se abre, o ciclista desce e se despede, com o mesmo sorriso que usa para pedalar nos dias de sol.
foto: cc puck90
Primeiro foram os veículos de tração animal, proibidos de circular nas ruas da cidade em Abril de 2006.
Dois anos mais tarde, em 2008, uma grande campanha de criminalização dos caminhões começou a ser tocada pela Parceria Público Midiática (PPM). Dezenas de matérias foram publicadas e televisionadas responsabilizando o transporte de cargas pelo congestionamento na cidade. Na metade do ano passado, os malvados caminhões foram proibidos de circular na cidade durante o dia (transferindo o barulho para as madrugadas).
Os vilões deste ano já foram eleitos pela PPM: os ônibus fretados. Por decreto, a Prefeitura promete varrer do chamado centro expandido o transporte coletivo privado. A medida deve entrar em vigor a partir de 27 de Julho, apesar de enfrentar alguma resistência dentro da Câmara Municipal.
É certo que o fretamento de ônibus não é solução para a mobilidade urbana. Proibi-los de circular, menos ainda. A consequência é óbvia: grande parcela dos usuários de fretados irá utilizar automóveis particulares para ir ao trabalho, já que o transporte público coletivo passa longe dos adjetivos “convidativo”, “econômico”, “rápido” ou “confortável” (principalmente para aqueles que moram longe do centro expandido, exatamente os usuários dos fretados).
Nos jornais de ontem, a piada: um ano depois da proibição aos caminhões, a velocidade média do trânsito paulistano caiu 16% . Na novilíngua da carrocracia paulistana, esse dado ainda vai servir para legitimar a proibição aos fretados e, quem sabe, a pedestres, ciclistas, carroceiros, patinadores, skatistas… Tudo para o meu amor passar…
PS: este blog nutre profunda admiração pelos palhaços, mas acredita que os lugares mais indicados para o exercício deste nobre ofício continuam sendo circos, calçadas, praças ou teatros.
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No ano passado, às beiras da eleição, a Prefeitura de São Paulo divulgou uma medida para melhorar o trânsito: o rodízio de caminhões. Na época, escrevi um texto explicando por que o rodízio não adiantaria nada, mas os números divulgados pela própria Prefeitura falam por mim: de um ano para cá, a velocidade média dos carros caiu 16,6%.
Quando escrevi sobre o rodízio de caminhões, concluí dizendo que logo encontrariam outro culpado da vez. Tá aí: o culpado da vez são os ônibus fretados.
Boa parte dos usuários de ônibus fretado são pessoas que têm carro ou que possuem recursos para tê-lo, mas que preferem não se estressar nos congestionamentos, ou usam essa alternativa para economizar dinheiro. E, ao contrário do que possa parecer a quem não conhece o serviço, nem todo mundo mora fora da cidade: muita gente opta pelo fretado para não utilizar ônibus e metrô lotados. Há várias linhas que saem da Zona Leste da cidade para ir à Zona Sul, por exemplo.
Essas pessoas não passarão para o transporte público. Alguém que pega o fretado perto de casa e desce perto do trabalho não vai trocar essa opção por ônibus + metrô, muito menos fretado + trem + ônibus. Com as novas regras, muita gente vai tirar o carro da garagem ou dar entrada em um. Quem vai querer trocar uma hora de fretado por duas de ônibus, metrô, baldeações, se além de levar mais tempo, ainda vai gastar mais?
O que “atrapalha” mais? 1.300 ônibus ou 24.000 carros?
O presidente da Associação de Passageiros e Executivos de Itaquera, Sisinio de Oliveira Leão, disse que 72% dos usuários migrarão para o carro. Exageros à parte, se das 48 mil pessoas que utilizam os fretados, metade passar a usar o carro, teremos 24 mil carros a mais nas ruas. O efeito será oposto. Mas como o número se dilui em meio a tantos outros, será perdida a relação de causa e efeito.
Apesar do cálculo ser simples e claro, o prefeito Gilberto Kassab não acredita que a medida possa aumentar a circulação de carros. Não é o que pensa a poulação. O Estadão está com uma enquete no ar, perguntando se você concorda com a proibição aos fretados: veja o resultado atual e vote.
Até os pedestres são penalizados pelo excesso de carros, como se fosse também por sua culpa a lentidão do fluxo de veículos. Se esse raciocínio absurdo continuar, logo vão querer tirar até as bicicletas das ruas, alegando que são elas que atrapalham o fluxo dos carros…
Saiba mais
Leia o ótimo post do site Apocalipse Motorizado sobre esse assunto.
É um evento? É esporte? É brincadeira? É bebedeira? É um protesto? É uma farra?de Silvio Tambara (noreply@blogger.com) em 01 de julho de 2009, 01:31
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Ah, esses perigosos ciclistas… Dessa vez, o meliante bateu na lateral de um caminhão! Por sorte, o caminhoneiro não se machucou e o caminhão não sofreu nenhum dano. Ainda bem, senão era capaz do ciclista ainda ter que pagar pelo prejuízo.
Essa matéria do site CGN (Central Gazeta de Notícias, do grupo Gazeta do Paraná), diz que o ciclista “bateu na lateral traseira do furgão”. Entende-se, dessa forma, que o motorista do caminhão trafegava tranquilamente quando o ciclista bateu na lateral traseira do veículo mastodôntico.
Para o ciclista bater na lateral traseira, só se ele estivesse numa bicicleta gigante, já que o baú do caminhão fica na altura da cabeça do ciclista. Além disso, pelas imagens dá para perceber que o cabra era bom: ele conseguiu bater de ré embaixo da roda do caminhão.
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Quem já levou uma “fina” de um veículo grande, sabe bem o que deve ter acontecido nessa situação: o mesmo que aconteceu com a Márcia Prado, em janeiro desse ano. O caminhão ultrapassou o ciclista sem respeitar a distância de 1,5m (art. 201 CTB). Passando muito perto, provavelmente jogando o caminhão para cima do ciclista na tentativa de “discipliná-lo”, o motorista encostou na bicicleta, que caiu sob sua roda. Ou passou com a roda por cima mesmo, já que o que se vê na imagem é a roda traseira da bicicleta sob a do caminhão. Por sorte, por muita sorte, não ocorreu óbito (pelo menos até o ciclista chegar no hospital).
Você pode estar pensando “ah, mas isso é coisa de jornal do interior”. Não, não é não. Os jornais de circulação nacional também têm o hábito de tomar o partido do motorista, não importando como foi o acidente. Em alguns casos isso é feito de maneira gritante, colocando a culpa exclusivamente no ciclista, e em outros de forma sutil, dizendo que o motorista “perdeu o controle” ou que o carro estava “desgovernado” - como se isso fosse comum e aceitável.
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E se você acha essa matéria um absurdo, leia o que o jornalista Lucas Mendes escreveu alguns anos atrás, em sua coluna na BBC. Enviei um e-mail de protesto, que nunca foi respondido ou publicado.

Na última segunda-feira (29), o Juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10a Vara da Fazenda Pública de São Paulo, concedeu uma liminar que suspende o processo de “revisão” do Plano Diretor Estratégico, cancelando as audiências públicas realizadas até agora.
As audiências planejadas para esta semana (incluindo a de ontem, no Sesc Consolação), foram suspensas.
A liminar foi concedida no julgamento da medida cautelar impetrada pelo Instituto Pólis e pelo Movimento Defenda SP, em nome da Frente em Defesa do Plano Diretor. As organizações alegam que o projeto de “revisão” do Plano Diretor apresentado pelo Executivo paulistano revoga uma série de garantias, direitos e procedimentos previstos na lei 13.885/04 (que dispõe sobre os Planos Regionais).
A ação principal, que questiona o mérito do novo Plano do Executivo, continua correndo na Justiça.
Compartilhepor Goura Nataraj, publicado originalmente no Bicicletada Curitiba
Hoje, dia 18 de junho, a prefeitura anunciou um novo pacote de medidas para ‘melhorar o trânsito’. Mais uma vez ficou explícita a falta de importância que a bicicleta tem para as nossas autoridades. Não são capazes de entender os benefícios de uma cidade mais limpa, silenciosa, com um ar mais puro. Privilegiam descaradamente o meio de transporte mais irracional, injusto e perigoso. ´Carros são acidentes esperando para acontecer´.
As visões técnicas e realmente bem intencionadas do presidente do IPPUC são direcionadas ao fluxo dos carros. Este não pode parar de jeito nenhum. ´Teremos mais binários, trinários! Mais ruas barulhentas e degradadas!´ Cidades do mundo inteiro estão despertando para a bicicleta enquanto Curitiba permanece no seu sonâmbulismo crônico, em que o carro e a cultura dos ´centros de compra´ são exaltados como a salvação da civilização.
Enquanto os motoristas recebem vários estímulos positivos, tais como isenção de impostos, ruas lisas, espaços para correrem cada vez mais, os usuários de ônibus tem que pagar uma pequena fortuna pelo privilégio de serem esprimidos, talvez até cuspidos para fora da máquina em movimento. Ah, mas isto ouvindo música clássica, com dignidade!
Os pedestres também não são ´cuidados´ com a mesma dedicação, o mesmo amor com que os empreiteiros e construtores de viadutos mostram para com os carros. E os ciclistas, por sua vez, são empurrados para o meio fio!
Para realmente melhorar o trânsito precisamos entender que as ruas são limitadas. Que uma cidade cortada pelo trânsito veloz, onde deputados voam a 190km/h, em que ciclofaixas só aparecem na retórica das campanhas políticas, onde as ciclovias existentes ou são calçacas asfaltadas cheias de obstáculos, ou tem sua manutenção completamente ignorada, não deve ser considerada, de forma alguma, uma cidade sustentável.
Se você não conhece as ´maravilhosas ciclovias´ de Curitiba aproveite para ver o ensaio do artista Bruno Machado.
Se as vias dos carros fossem tratadas com tamanho descaso a prefeitura tomaria ações imediatamente. Os motoristas fariam buzinaços, saíriam em carretas. Não pagariam mais os seus impostos.
Os ciclistas podem ser silenciosos em seus conflitos diários com a falta de respeito e segurança que recebem dos motoristas, mas estão bem acordados para o que está acontecendo.
A primeira ciclofaixa oficial da cidade deveria se manifestar na Av. Cândido de Abreu e ocupar uma das 11 faixas destinadas ao trânsito dos veículos motorizados. Paraciclos deveriam aparecer pela cidade inteira. Toda malha cicloviárea existente passar por uma revitalização completa.
Era este tipo de medida que deveria ser anunciada como proposta de melhoria do trânsito, da qualidade de vida, da saúde social.
Já disseram os Situacionistas em 1959:
“Não se trata de combater o automóvel como um mal. Sua exagerada concentração nas cidades é que leva à negação de sua função. É claro que o urbanismo não deve ignorar o automóvel, mas menos ainda aceitá-lo como tema central. Deve trabalhar para o seu enfraquecimento. Em todo caso, pode-se prever sua proibição dentro de certos conjuntos novos assim como em algumas cidades antigas.”
CompartilhePublicarei eventualmente aqui, sob esse título, fotos tiradas de bicicleta pela cidade com coisas que os motoristas não reparam.

Clique para ampliar. Foto: Willian Cruz
E por que o motorista não repara nesse tipo de coisa?
Porque não consegue olhar “fora da caixa”.
Porque está ocupado demais com a distância do carro da frente, para não deixar ninguém entrar.
Porque está preocupado com quanto tempo vai levar para chegar no destino,
fazendo cálculos mentais que não levam a nada, por terem variáveis imprevisíveis.
Porque está preocupado em sair correndo assim que o sinal abrir,
para o carro de trás não buzinar, a suprema ofensa do trânsito.
Porque está com medo de assalto.
Porque quer passar na frente do carro que o ultrapassou no quarteirão anterior.
Porque está falando no celular, para não se sentir tão isolado,
ou para avisar que vai chegar atrasado em “15 minutos”.
Porque aproveitou o trânsito congestionado para ler o jornal.
Porque está procurando vaga para estacionar.
Porque só vê os “obstáculos” ao seu deslocamento: os outros carros,
as lombadas, os sinais fechados, os pedestres e ciclistas.
Porque está procurando um posto que não seja tão caro quanto aquele outro,
nem tão barato que o combustível pareça ter sido adulterado.
Porque se preocupa só com o som artificial do rádio e não escuta
os pássaros na rua, mesmo porque o barulho do próprio carro não deixa.
Porque está regulando o ar condicionado.
Porque está reclamando da fumaça que entrou pela fresta de vidro aberto,
esquecendo que está atrás de um motor que também produz fumaça,
com seu cheiro ruim diluído em meio aos outros.
Porque está fazendo um “não” com a mão e uma cara feia, atrás do vidro
escuro e fechado, para a menina que vende bala, num misto de raiva e medo.
Pra quê?
Transforme o martírio do trânsito em um momento de lazer, exercício, descontração. Vá de bike e aproveite a vida.